O QUE ACHAMOS DE :: O RASTRO

Quem foi a Comic Con São Paulo de 2016 pode conferir de perto uma ambientação feita no stand do filme. Com uma médica explicando o que estava havendo ali e o que estava nos esperando pelo caminho, como o ambiente obscuro, pessoas loucas, um necrotério e cortinas de plástico onde você não via o que estava na próxima sala te fazendo ficar em um tremendo suspense e medo.

O Rastro é um filme excelente e conta com uma ótima produção. Não decepciona em momento algum. Enfim um filme nacional que chama a atenção e foge dos estereótipos que os filmes daqui sempre possuem.
Os amantes de filmes de suspense aqui no Brasil são praticamente órfãos de filmes do gênero, não só quem gosta desse tipo de filmes, mas sim, digamos, todos que estão cansados dos mesmos filmes sendo repetidos várias e várias vezes com o tema favela, mulheres nuas e palavrões sendo ditos como se fossem palavras normais sem cessarem. Para a nossa alegria chegou o filme O Rastro que conta com os atores Rafael Cardoso e Leandra Leal como protagonistas.

O Rastro conta a história de João (Rafael Cardoso) é um médico escolhido para coordenar a remoção de pacientes de um hospital público caindo aos pedaços e prestes a ser desativado. Na noite da transferência, Júlia uma criança de 10 anos some sem deixar vestígios. Ao mesmo tempo em que ele tenta encontrar a garota, ele tem que cuidar da mulher Leila (Leandra Leal) que está grávida. Quanto mais João se aproxima da verdade, mais ele mergulha em um universo obscuro que jamais poderia ser revelado.

João, logo de início já se vê apegado pela menina, afinal ela foi parar no hospital em um momento onde nenhuma pessoa deveria mais ser transferida, tentando reverter o quadro da desativação, o então dono do hospital a deixa ir para lá. Com medo de tudo ao redor, João tem uma breve conversa com ela e promete cuidar dela haja o que houver.

Julia, fica sendo como a garota do filme “O Chamado” gritando, aparecendo nas lembranças e mexendo com o psicológico de João a todo instante, meio que num desespero por não saber onde está e procurando ajuda a qualquer custo. Com isso, João fica louco e sua mulher não sabe mais o que fazer para ajudar o marido, mas João é persistente e fará de tudo sem medir esforços para encontrá-la, seus companheiros de trabalho dizem para ele esquecer esse caso, que com certeza ela deve ter fugido durante a remoção dos outros pacientes.

A ambientação, os corredores, a paleta de cores, o ar sombrio e principalmente a reviravolta surpreendente que o filme nos trás, faz dele uma ótima pedida.
Os problemas que se passam nos hospitais no Brasil foram muito bem adaptados, como a precariedade, a falta de equipamentos, excesso de pacientes entre outras coisas. A fotografia é bem trabalhada e consegue com sucesso transmitir ao público o cenário horripilante do hospital.

Com uma grande surpresa no elenco (‘In Memorian’), o que é surpreendente, pois nada foi revelado até então, O Rastro é um filme que prova que devemos sim prestigiar o cinema brasileiro, ainda mais quando temos algo inédito e que demorou quase 8 anos para ficar pronto.


Nota: 10

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About Dani Baquette

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