O que achamos de: ARQ, o novo filme da Netflix


ARQ, filme de ficção cientifica produzido pela Netflix, já está disponível na plataforma. A produção é dirigida por Tony Elliot (roteirista de Orphan Black) e estrelado por Robbie Amell (The Flash) e Rachel Taylor (Jessica Jones) e se passa em um futuro apocalíptico onde o mundo está no meio de uma guerra nuclear. Renton e Hannah são um casal que precisam proteger uma fonte de energia que pode acabar com o conflito mundial de três ladrões mascarados enquanto se descobrem no meio de um loop temporal.


O que há de bom?

Por se tratar de uma trama sobre um loop temporal, sermos inseridos no meio da ação logo no começo do filme faz total sentido. Não há explicações concretas sobre o que aconteceu com a Terra, mas os detalhes deixam claro o sentimento de urgência. Para exemplificar, há uma cena em que alguns personagens ficam abismados com o fato de ainda existirem maçãs. Então, o filme não se arrasta com explicações desnecessárias, não subestima seu público e seus 90 minutos passam rapidamente, nos deixando grudados na tela.
Apesar da proposta do “dia da marmota” (me recuso a explicar a referência) já ter sido usada diversas vezes no cinema, ARQ consegue seu lugar ao sol quando dribla a falta de orçamento apostando no drama dos seus personagens e trabalhando bem as camadas do casal principal. Por falar nele, Rachel Taylor está ótima em seu papel, mas enquanto ela brilha, Robbie Amell é um tanto desbotado. A atriz rouba a cena e desenvolve muito mais empatia do que o protagonista. O que é engraçado, levando em consideração a última fala do filme, até a escolha do elenco parece ser uma brincadeira do diretor. Bom, engolindo os spoilers que me sobem a garganta, digo que o final é frustrante, mas faz sentido com a trama.

 O que podia ser melhor?
Como a maioria dos filmes sobre viagem no tempo, ARQ também tem sua pontas soltas e seus pequenos erros. Coisas que poderiam ter sido resolvidas facilmente acabam tirando um pouco do crédito do roteiro.

Concluindo: Não assista esperando uma superprodução cheia de efeitos especiais, lembre que, mesmo tendo a assinatura da Netflix, ainda é um filme para a TV e de baixo orçamento. Tenha a mente aberta, ARQ tem o seu valor de entretenimento.

Nota: 7/10

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