CRÍTICA :: CAÇA-FANTASMAS (2016)

Por Bruna Cagnin
Nota: 8/10 

Finalmente chegou aos cinemas a nova (e polêmica) versão do Caça-Fantasmas. O filme dirigido por Paul Feig (Missão Madrinha de casamento, A espiã que sabia de menos) é estrelado por Melissa McCarthy, Kristen Wiig, Leslie Jones e Kate Mckinnon nos papeis principais. A história começa quando Erin Gilbert (Wiig) está prestes a conseguir uma promoção no trabalho, porém, um livro sobre fantasmas que escreveu com a sua amiga de infância Abby Yates (MacCarthy) pode atrapalhar a sua carreira como cientista. A partir dai, somos apresentadas as quatro personagens e a trama se desenvolve.

Primeiro, a grande polêmica: O elenco feminino é o ponto forte! O filme acerta em cheio na forma como representa as personagens femininas, elas são carismáticas, engraçadas e, principalmente, humanas! Pense por um minuto, quantos filmes você já viu onde as protagonistas são mulheres inteligentes e que não competem entre si pela atenção de um homem? Mesmo que, infelizmente, o filme desperdice a chance de corrigir um pequeno erro ao seguir a formação original de 84, onde o único que não tem diploma de cientista é justamente o personagem negro, todas as personagens têm o seu momento de brilhar.

Feig acerta no tempo da comédia, mas permanece no seguro, a linha da narrativa é ainda muito parecida com o que já vimos antes, a maior ousadia do diretor se prende só ao elenco.

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O destaque vai para Kristen Wiig, a personagem é inteligente, corajosa e um pouco desajeitada, mas na medida certa. Já Melissa MacCarthy parece mais contida do que o habitual, apesar de extremamente competente. Jones e Mckinnon só pecam em não terem mais tempo ainda de tela. Assim como o personagem do Chris Hemsworth, que faz uma critica hilária ao estereotipo “loira, gostosa e burra” de forma fenomenal.

Como todo o filme, ainda há algumas ressalvas. A edição parece um tanto bruta, entenda, enquanto as personagens interagem em alguns momentos os cortes parecem bruscos demais, deixando muito evidente que havia mais material ali que não foi parar na versão final do filme. A motivação do vilão humano não nos convence, o que ao menos nos faz ficar ainda mais felizes quando  ele dá mais espaço aos fantasmas.

Caça fantasmas não é um filme perfeito, mas cumpre com eficiência o que propõe. Cheio de referências aos anos 80, o remake é abertamente uma grande homenagem ao original de 1984, mas que também pode sim gerar uma nova legião de fãs.


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